segunda-feira, 4 de abril de 2011

A Alma é a vida?

        Desde a nossa existência que nos deparamos com o conceito da alma. Contudo nunca temos uma noção objectiva do que ela seja. Com a minha mente a “fervilhar”, tomei a audácia de caminhar no desconhecido e tentar ter uma noção do que ela é afinal.
         No âmbito da minha “sede” de procura do desconhecido, comecei a ler as grandes mentes humanas, desde Descartes a David Hume, contudo, estes não tinham ideias sucintas e objectivas do que era a alma. Com tudo isto, sentia-me perturbado com as ideias a persistir no meu íntimo pensamento.
         Com a minha procura, deparei-me com as várias perspectivas em si, onde irei coloca-las de seguida. A Alma é o princípio da vida, do pensamento e dos dois ao mesmo tempo, enquanto é considerado como uma realidade distinta do corpo através do qual ele se manifesta a sua actividade. Esta realidade pode ser, alias concebida que, como material, quer como imaterial: “A alma é duma natureza que não tem nenhuma relação com a extensão nem com as dimensões ou outras propriedades da matéria de que o corpo é composto.” – Descartes.
         Sobre o sentido amplo e o sentido estreito da palavra “alma\ter alma”; “é um sopro divino que faz todo o Homem: amando-se aprender mais sobre os mistérios da alma do que através da metafísica mais subtil”.
         Mais do que a palavra espírito, a palavra alma invoca o sentimento do que é vital, quente e cordial. Mas a palavra espírito não exclui estes harmónicos, apenas põe de preferência o acento sobre o que é independente das condições materiais ou animais, sobre o que participa do universal, do eterno: falar-se-á de “puro espírito” de preferência a “pura alma”.
         A utilização da palavra é frequentemente poética e vaga: “Um mundo sem alma”; “Objectos inanimados tendes vós pois uma alma?”; A ideia de imortalidade foi assinalada na Crítica mas atrás sobre a proposta de G. Beaulavon, que fez notar que é no que, comummente a palavra alma faz reflectir imediatamente nas nossas sociedades cristãs.
         Poder-se-ia acrescentar que ela invoca também, ainda que para nós secundariamente, a doutrina da transmigração das almas. Todas estas me parecem ligar à de princípio individual e separável que tentei pôr em relevo no texto deste artigo.
         Por fim, podemos dividir a Alma em 5 conceitos chaves:
·       A alma do Mundo: Alma que faz em relação ao mundo inteiro o papel de principio de unidade e de movimento definido mais atrás. Ela ora é tanto considerada como substituto de Deus; ora como intermédio entre Deus e os seres visíveis.
·       Alma pensante: A alma ou a parte da alma que é o principio do pensamento.
·       Alma vegetativa: A alma ou a parte da alma que produz a nutrição, o crescimento, a reprodução e o declínio dos seres vivos mesmo dotados da sensação e de sensibilidade.
·       Alma sensível: Os espíritos animais, compreendidos mais ou menos como em Descartes. É uma substância puramente material.
Com tudo isto, considero que a alma é a vida, pois se olharmos para um corpo sem alma o que vemos…? Um cadáver, ou melhor, um corpo morto e inanimado, por isso a Alma é a vida. Pois sem alma não à vida e sem vida não à alma.
Contudo se seguirmos esta lógica, podemos constatar que está cientificamente provado que não é preciso vida\coração para viver.
Agora pensemos, se não é preciso vida, então a Alma não existe…? Ou será uma farsa…? Pois bem, a Alma não é nada mais que uma metáfora da vida, criada por ideais iluministas das pessoas, que não compreendem a vida… E agora pergunto-vos o que é a alma…? 

Ass: João Matias   
                

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