quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

A morte

   Desde a nossa existência que nos deparamos com a morte. Contudo nunca temos uma noção objectiva do que é a morte. Com a minha mente a "fervilhar", tomei a audácia de caminhar no desconhecido e tentar ter uma noção do que ela é.
   Comecei pela pequena definição do dicionário, contudo quando li a designação, pareceu-me que tinha um conteúdo paupérrimo, isto é, o dicionário "fala" por dados gerais o que é a morte, mas não uma definição global.
   No âmbito da minha "sede" de procura do desconhecido, comecei por ler as grandes mentes humanas, desde Descartes a Locke, contudo, estes não tinham ideias sucintas do que era a morte. Com isto tudo, sentia-me perturbado com estas ideias a persistir no meu pensamento.
   Com a minha procura, deparei com as ideias religiosas. Na religião cristã, acreditam que a morte é uma passagem da vida da Terra para a vida no Céu, contudo algumas pessoas tem ideias mal construídas, onde passo a referir a alma.
   A definição de alma do cristianismo é mal compreendida, por isso, num pleno dia, fui dialogar com um presbítero doutorado em Teologia, onde este explicitou o verdadeiro sentido desta.
   No diálogo ficou bem "cimentado", que a alma e a ressurreição de esta é uma "pequena" metáfora para os sentimentos e pequenos pormenores que deixamos na vida ou no coração do outro, isto é que é a alma, citava ele.
   Desde a conversa que tivemos, comecei a explorar novas vertentes da morte e peguei no budismo e no hinduísmo. Onde estas acreditam na reencarnação, isto é, quando morrerem, acreditam que vão reencarnar noutra pessoa.
   Contudo, eu não fiquei esclarecido com os seus argumentos e novamente comecei a procurar no desconhecido o que era a morte. Aí comecei a receber novas influências de certas mentes Humanas, que acreditam que quando morremos tudo acaba, ou melhor, estamos na Terra para morrer.
   Com esta informação toda a persistir na minha mente, tentei chegar a uma conclusão final: "O que é a morte?..."


   Desde a existência da filosofia, que grandes filósofos fazem esta pergunta e não obtêm resposta. Considero que esta questão é muito pertinente, mas ao mesmo tempo "quase impossível" de resolver, porque a maioria do Homem, liga a morte à sua religião, onde rejeita a opinião do outro, onde "fecha-se" no seu mundo e fecha os ouvidos para a opinião do outro.
   Com tudo isto, considero que a morte é um grande deserto, onde há muito para caminhar, eu sou um simples caminhante, e nem sempre o caminho é bom, tem pedras e ventos que nos impedem de caminhar, mas temos de transformar esses obstáculos em pontes para atravessar.
   Na minha opinião ainda há muito para descobrir e para escrever neste simples papel, onde com o passar do tempo, espero ter uma ideia final do que é a morte. Onde esta é uma grande incógnita da vida, mas será um pequeno passo para o conhecimento do Homem.  

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